A sétima edição do projeto 18H30 no Mirante 9 de Julho apresenta em maio quatro bandas selecionadas para shows semanais gratuitos, entre terças e sextas-feiras, a partir das 18h30.  A curadoria é da Storymakers.

O espaço, um dos mais icônicos da capital paulista, se torna uma plataforma de lançamento de músicos e artistas com projetos autorais durante os dias da semana, convidando o público a ocupar a cidade e a conhecer novos sonoridades.

Veja abaixo o perfil das bandas selecionadas para esta edição:

Mescalines

Terças-feiras de maio – dias 8, 15, 22 e 29

Do Rio Grande do Sul foi gerada a guitarra sem amarras de Rubens Vinícius e da Bahia a bateria sincopada de Mariô Onofre. Em São Paulo, os talentos se encontraram e no Sul dos Estados Unidos o duo Mescalines foi buscar a inspiração. O já intrincado mapa viajou pelo cosmos e ganhou destino no Norte da África.

Há algo de mântrico e de primitivo que soa como refresco no cenário atual de superproduções do mainstream e refrões tediosos calculados para grudar no córtex cerebral. A música volta a ser o centro, por mais que isso possa soar redundante!

Saiba mais em:
Mescalines (Álbum Completo)
https://www.youtube.com/watch?v=JqgGv-lTi2w

Músicos do show Quiero Ser Una Chica Almodóvar/ Crédito: A. Cervantes Fotografia

Quartas-feiras de maio – dias 9, 16, 23 e 30

A loucura, o desejo e as variadas representações do universo feminino do cineasta espanhol Pedro Almodóvar são capazes tanto de perturbar e confundir, quanto trazer empatia e identificação ao espectador.  O show “Quiero Ser Una Chica Almodóvar” traz ao palco essa atmosfera almodovariana em cores, poesia, textos e sons. Imersos no mundo de Almodóvar, o trio formado por Wylmar Santos, Myrko Yamanouth e Rodrigo Schiavon cria novas interpretações das canções dos filmes e do universo inspirador do cineasta. Acompanhados da performer Ciça Coutinho, os músicos abusam das cordas e da voz para compor esse show que mescla som, imagem e performance. Os vídeos, as interpretações e as melodias transportam o público à orbe inquietante de Almodóvar, marcada por representações de travestis, homossexuais, tipos andrógenos, mulheres e seus desejos. Essa “transvessia” de gênero, cores, imagens e som parte de criações originais realizadas pelo grupo.

Saiba mais em:
http://quieroserunachicaalmodovar.com/

Músicos da banda Coronel Pacheco, atração das quintas-feiras/ Crédito Daniela Grandini

Quintas-feiras de maio – dias 10, 17, 24 e 31

O grupo começou como um trio em 2010, com Bruno Brandão (bateria e voz), Rodrigo Passeira (baixo) e Eduardo Barreto (guitarra e voz). Só dois anos depois se juntaram à Luiz Hygino, que passou a integrar a banda na guitarra de voz. Em 2014 lançaram o primeiro EP, Não Parece Tão Legal Agora e dois anos mais chegou o disco de estreia, Petit Comité. A banda se apresenta dizendo que é rock, mas bem que poderia ser trilha sonora da novela “Mulheres de Areia”. Com o repertório embasado no álbum de estreia, a sonoridade do conjunto mistura rock com ritmos tropicais, em referências que terminam no Brasil, mas passam por outros ritmos sul- americanos. O grupo acaba de lançar o clipe de “Fast Fashion” que em parceria com o coletivo de dança Baillistas explora as vertentes e desejos da banda, convidando o público para dançar agarradinho

Saiba mais em:
http://www.coronelpacheco.com/

Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCCuvfeNQgVp8F5Gt5mWiGvQ

O compositor e multi instrumentista Gabriel Oliveira

Sextas-feiras de maio – dias 11, 18 e 25

Gabriel Oliveira, nascido em São Paulo, 1988, é intérprete, compositor, multi-instrumentista e produtor. Foi flautista e guitarrista das bandas Saunoflex e Simacontradita no final dos anos 2000 e figurou participações em álbuns, shows e composições de artistas como Claudya, Georgia Brown, Grooveria, Graziela Medori, Rafael Cardona, Zé Leônidas, Nina Oliveira, Familia Gangsters, Banda do Canil, Bloco de Pífanos de São Paulo, Beto Larubia, entre outros. Em 2010 partiu para Londres e teve a oportunidade de se apresentar no circuito de música independente da capital britânica além de ter produzido algumas faixas solo e em grupo enquanto estudava engenharia de áudio e produção musical. De volta ao Brasil, o artista se divide entre a carreira solo e os projetos Garoa Fina (desde 2008) e Música ao Cubo³, demonstrando toda a sua polivalência gravando todos os instrumentos em formato audiovisual em 52 composições próprias, lançadas todas as semanas entre abril de 2016 e abril de 2017. Trazendo consigo influências da diversa música brasileira, da soul music, do funk, dos ritmos africanos e da música dos anos 70, somados à desenvoltura e irreverência no palco, Gabriel traz ao público um momento de catártico de alegria e celebração através da música. Além dos projetos em andamento e seu trabalho autoral ao vivo acompanhado de um primoroso time de músicos, Gabriel tem um EP lançado com músicas compostas para o projeto Música ao Cubo³ disponível em todas as plataformas digitais, figura na coletânea Garimpo do site Brasileiríssimos, participou de vídeos dos canais Casinha 68 Sessions e Peixe Barrigudo apresentando seu trabalho autoral e prepara novos lançamentos para 2018. Já se apresentou em casas como Copas, Que Tal, Chaleria, Secretino e Jai Club, todas em São Paulo.

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