20/10/2017

A prefeitura de São Paulo e o Jockey Club de São Paulo anunciam nesta sexta-feira (20) o projeto de requalificação da área de aproximadamente 600 mil metros quadrados que atualmente sedia o clube, na Avenida Lineu de Paula Machado, no bairro de Cidade Jardim. O projeto foi idealizado como uma compensação pelas dívidas milionárias que o Jockey tem com o poder público.

“Este é um novo projeto para implementar o Parque do Jockey, que será financiado integralmente com recursos privados para oferecer à cidade o acesso ao Jockey Club de São Paulo. Haverá também uma revitalização do patrimônio do Jockey, das suas edificações, a manutenção da sua pista de prado, a utilização da sua área de cocheiras para um projeto também cultural e de integração de economia criativa e a derrubada dos muros que cercam o Jockey para que ele faça parte da cidade e a cidade faça parte do Jockey”, afirmou o prefeito João Doria.

O Projeto Parque do Jockey, de requalificação urbana e preservação do patrimônio cultural do clube, de autoria do Consórcio Königsberger Vannucchi + Levisky Arquitetos, ocorrerá em etapas. Ele contemplará o restauro e a preservação do patrimônio histórico tombado, a criação de um grande parque privado de uso público, a diversificação de usos com a construção de novas edificações e a revitalização das edificações existentes, além da qualificação das instalações do clube dedicado ao turfe, assim como da vizinhança. As construções serão de baixo gabarito para preservar o horizonte visual.

Com o objetivo de potencializar a utilização da área por parte da população, a primeira fase do projeto prevê a criação do parque com área de mais de 150 mil metros quadrados, com a preservação da pista para corrida de cavalos.

“O Hipódromo Cidade Jardim tem área para receber a população, por isso vamos abrir as portas e derrubar os muros. Queremos criar mais espaços para o público se divertir com a família e os amigos. O Parque do Jockey ficará próximo à pista onde acontecem as corridas de cavalo e o público poderá vivenciar de perto a emoção de cada prova, além de apreciar os animais”, diz Benjamin Steinbruch, presidente do Conselho Administrativo do Jockey Club.

O projeto propõe uma série de intervenções, entre as quais se destaca:

• Criação de novo equipamento metropolitano com a abertura de um parque de uso público;

• Eliminação de aproximadamente dois quilômetros lineares dos muros existentes junto à Avenida Lineu de Paula Machado e com a Rua Doutor  José Augusto de Queiroz, melhorando as condições de segurança e integração do Jockey ao seu entorno;

• Previsão de pistas de caminhada, bulevares e ciclovias de uso público, o que garante total integração com a vizinhança e com as linhas de transporte público existentes na região, tais como as estações de trem da CPTM e de metrô;

• Oferta de novas atividades culturais, comerciais, serviços e entretenimento qualificado, suprindo as carências da região;

• Oportunidade de futuras conexões para a transposição do Rio Pinheiros por pedestres e ciclistas, integrando ao Parque do Povo, entre outras áreas verdes;

• Abertura de importante patrimônio histórico para conhecimento e uso da população, por meio de restauro das edificações tombadas;

• Viabilização da sustentabilidade financeira do Jockey Club de São Paulo a longo prazo por meio dos usos mistos previstos na proposta urbanística.

As diretrizes de projeto obtiveram parecer positivo do Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo (Conpresp) e segue um ritmo natural de aprovações junto ao Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (CONDEPHAAT) e à Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento.

A expectativa do Jockey é que o projeto seja entregue totalmente ao público, com todas as intervenções finalizadas, até 2027.